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CORNÉLIO PIRES

"O BANDEIRANTE DO FOLCLORE PAULISTA"

 

Cornélio Pires nasceu em 13 de julho de 1884, na chácara de seus tios no bairro Sapopemba em Tietê, estado de São Paulo.
Filho de Raimundo Pires de Campos e de Dona Ana Joaquina de Campos Pinto (dona Nicota), naturais de Capivari, descendentes de bandeirantes e monçoeiros, ou melhor, de João Ramalho.
Nascido antes do tempo e batizado com nome trocado, pois era pra chamar-se Rogério, mas, na hora o padre Gaudêncio de Campos, velho e surdo, ouvindo muito mal entendeu “Cornélio” e assim ficou.
Herdou do pai, a habilidade e o gosto para contar causos.
Passou a infância no ambiente da roça, participando das brincadeiras e correrias às margens do Tietê. Menino peralta e desatento, era pouco dado ao estudo regular. Aprendeu as primeiras letras com preceptores caseiros. Gostava mesmo era de caçar passarinhos e ajudar os pais nos afazeres do campo.
Mudou-se para a cidade de Tietê onde se alfabetizou e foi além, teve orientação no campo literário.
Vindo morar na cidade, conseguiu seu primeiro emprego como aprendiz de tipógrafo no jornal “O Tietê”. Descobriu, então, um certo gosto pela arte de versejar. Escreveu seus primeiros versinhos e sonetos, publicados em "O Malho", conhecido almanaque carioca da época. Na passagem do século, Tietê foi vítima da febre amarela. A família Pires muda-se para Laranjal Paulista, indo trabalhar no balcão na loja de um sírio amigo da família, onde aprendeu nesses dois anos algo de árabe, o suficiente para imitá-los com perfeição.
Cornélio mantém os primeiros contatos com a vida dos roceiros, interessando-se pelo linguajar e vida do caipira.
Regressa para Tietê, onde consegue autorização de seus pais para ir morar na cidade grande, para mudar-se para São Paulo.
Em 1901, com 17 anos, segue para São Paulo. Pensava em ser jornalista escrever e poetar. Acolhido na pensão de sua tia Belisária do Amaral Ribeiro (irmã de D. Nicota), viúva do escritor Júlio Ribeiro, cuja pensão era assim uma espécie de “Consulado de Tietê”. Ali moravam, além dos tieteenses, um escritor, Lúcio Brandão, redator do jornal “O Comércio de São Paulo”, que logo se afeiçoou a Cornélio, ajudando-o preparar-se para vestibulares em farmácia e dando-lhe mesmo um emprego de repórter no seu jornal.
Jornalismo e boemia sempre andaram juntos e o ponto de reunião dos boêmios e jornalistas era o “Café Guarany”, onde fez amizade com Monteiro Lobato, Ricardo Gonçalves, Godofredo Rangel e outros.
Participando das tertúlias literárias do Café Guarany e Confeitaria Progredior, na Rua 15 de Novembro, conheceu os poetas, escritores e artistas de São Paulo, que se tornaram célebres na literatura ou nas artes.
A convite de Cesário Vaz, vai trabalhar na “A Cidade de Santos”, onde foi repórter e redator por pouco mais de dois anos.
Regressando à São Paulo, procura emprego, quando é convidado para dirigir o jornal "O Movimento" em São Manuel, onde pouco parou. Dali vai para Tietê, e abre uma escolinha de primeiras letras em sua terra natal. Mas o que Cornélio ganhava não era suficiente. Então muda-se para Botucatu, onde foi nomeado pelo então Secretário do Interior do Estado, escritor Altino Arantes, como professor de Educação Física na Escola Normal daquela cidade.
Em 1910 lança seu primeiro livro “Musa Caipira” com enorme sucesso, sendo muito bem aceito pela crítica e pelo público. No livro vem uma foto de Cornélio picando fumo com um canivete, para fechar o palheiro, ouvindo um velho caipira, barbudo, tocando uma viola autêntica. Entre os poemas, está seu clássico da literatura regionalista, IDEAL DE CABOCLO:

Ai, seu moço, eu só quiria
Pra minha filicidade,
Um bão fandango por dia,
E um pala de qualidade.

Pórva, espingarda e cutia,
Um facão fala-verdade
E ua viola de harmunia
Pra chorá minha sódade.

Um rancho na bêra d’água,
Vara de anzó, pôca mágoa,
Pinga boa e bão café...

Fumo forte de sobejo...
Pra compretá meu desejo,
Cavalo bão – e muié!

Meteu-se na política em defesa da Candidatura Civilista de Ruy Barbosa, por isso foi demitido sumariante em 1914, e muda-se para Piracicaba e recomeça a profissão de rábula (advogando sem diploma, o que era comum na época). Colabora nos semanários locais “O Jornal” e “Jornal de Piracicaba”. Neste, publica a novela Tragédia Cabocla, em dialeto caipira, onde registra as rezas e muxirões, com sambas e bate-pés.
Mal de finanças e de saúde volta para a Capital, internando-se na Santa Casa. Uma vez são, é levado pelo seu parente Amadeu Amaral para trabalhar como revisor no “O Estado de São Paulo”.
Amadeu Amaral foi sempre seu companheiro e amigo. Os pais de Amadeu eram primos de D. Nicota (mãe de Cornélio). Ambos entraram para a maçonaria na “Loja União Paulista” e que além de outros companheiros que se iniciaram nos “segredos do templo de Salomão”, lembrava-se de Monteiro Lobato que ainda na Sala dos Passos Perdidos, retirou-se, não entrou para a ordem maçônica, não “quis montar no bode preto”.
A primeira vez que Cornélio falou em público foi na festa do Mackenzie College, em 1910, justamente no ano que publicou “Musa Caipira”. Viu que tinha inclinação.
Cornélio andava com falta de dinheiro, e como na roda de amigos todos gostavam de suas piadas, anedotas, imitações, resolveu ganhar uns cobres e, em fins de 1914, estréia como humorista-conferencista, no cinema do bairro Campos Elíseos. O salão estava repleto de pessoas de todas as camadas sociais. Entre os espectadores se encontravam o Dr. Washington Luís, o Conselheiro Antônio Prado, além de outras figuras expressivas da sociedade paulistana, que riam à vontade. Tais eram as gargalhadas da assistência, que o humorista pensou que estava sendo ridículo. Sem querer, Cornélio Pires criara o gênero da anedota caipira”.
Depois dessa estréia, Cornélio Pires apresentou-se no Cine Coliseu, no Largo do Arouche. A revista "O Pirralho", com o sucesso do humorista passou a patrocinar as suas palestras, trazendo notas na seção “Festas e Conferências”. Cornélio era colaborador, juntamente com o poeta satírico Juó Bananere e o caricaturista Voltolino, nessa revista do Oswald de Andrade.
Cornélio colaborou com suas “Cartas de Um Caipira” (em versos), de 1911 a 1917.
Em 22 de maio de 1915, a revista anunciava que o poeta Cornélio Pires iria apresentar as danças e as antigas regionais, que seriam desempenhadas por quatro caipiras, e que o escritor iria fazer explicações sobre as danças. Foi no dia 4 de junho de 1915 que Cornélio estreou, apresentando violeiros e cantadores no palco.
Cornélio continuava suas palestras caboclas e, em 1916, publica o seu primeiro livro em prosa, "Quem Conta um Conto..." O livro teve boa acolhida e saíram várias edições. Em 1921 publica "Conversas ao Pé-do-Fogo". No mesmo ano, publica "Cenas e Paisagens da Minha Terra" pela editora do escritor Monteiro Lobato.
Em 1922, Cornélio viajou ao Nordeste, com o cinegrafista Flamínio de Campos Gatti, filmando cidades brasileiras para o seu filme documentário "Brasil Pitoresco". No Recife, fez amizade com a dupla Jararaca e Ratinho. Vendo que tinham talento, aconselhou-os que se transferissem para o Rio de Janeiro.
Em 13 de maio de 1924, Cornélio Pires apresentou no Cine República em São Paulo, para ilustrar sua palestra sobre danças caipiras, a dupla Nitinho Pintô e Sorocabinha. O pai de Sorocabinha, o Sr. José Sorocaba fazia dupla com o Nitinho Pintô e foi este quem o apresentou a Cornélio. Cornélio então lhe disse que se o pai era Sorocaba, então a partir daquela data o nome artístico do filho seria Sorocabinha. A dupla se apresentou com suas autênticas violinhas caipiras fabricadas pelo próprio Nitinho Pintô.
Cornélio, nesse mesmo ano, publicou "As Estrambólicas Aventuras de Joaquim Bentinho – O Queima–Campo, pela Imprensa Metodista (em edição própria).
Em 1926, com Voltolino, fundou a revista "O Saci", de publicação efêmera. Publica, na mesma época, os livros "Paatacoadas" e "Seleta Caipira". Depois sai o "Almanaque do Saci", publica "Mixórdia" (em 1927). Em 1928 lança "Meu Samburá". Em 1929, "Continuação das Estrambólicas Aventuras".
Em toda obra de Cornélio Pires, quer nas piadas, nas modas, nos contos, nos versos, sempre esteve ausente a pornografia. O povo sempre riu com as suas “patacoadas” potentes em nacionalismo e puros de brasilidade.
Foi o primeiro que levou ao palco uma turma de caipiras. A urbanização da viola se deve a Cornélio Pires. Apresentou nos teatros da Capital, pela primeira vez, uma turma composta de oito caipiras, escolhendo os diversos tipos de roceiros, sem distinção de raça ou cor. Levou, com surpreendente interesse das platéias repletas, demonstrações de Fandango, Cateretê, Cururu, Passa-paschola, Cana Verde, Roda-morena, São Gonçalo, Mandado, Samba-lenço, Samba-caipira. Uma das mais impressionantes modalidades do ritual católico-caipira que apresentou foi o “Guardamento de Defunto”, que causou, na platéia, tão viva impressão que se pediu a não repetição do velório. As toadas de Mutirão foram sempre muito apreciadas.
Cornélio foi também para o rádio.
Foi o primeiro a gravar discos com motivos folclóricos no Brasil.
Corria o ano de 1929, o Brasil enfrentava uma crise com a Queda da Bolsa. Cornélio já firmara nome ao lado de grandes regionalistas, como Catulo, Afonso Arinos, Simões Lopes Neto, Paulo Setúbal, Valdomiro Silveira, entre outros. Como abraçara o dialeto caipira in loco desde 1910, com "Musa Caipira" botou a idéia na cabeça de que também devia colocar em discos as suas anedotas e a autêntica música caipira. Já residira em Piracicaba. Sabia que lá existiam autênticos cantadores e violeiros. Já fizera apresentações com Nitinho e Sorocabinha. Então tentou gravar, mas as gravadoras não aceitavam o gênero caipira.
O diretor da Colúmbia - representante local da Byington & Company - era o americano Wallace Downey que mais tarde, em 1931, interessado pelo Brasil, seria o produtor do filme "Coisas Nossas". Ariowaldo Pires, o saudoso Capitão Furtado, sobrinho de Cornélio, era o intérprete de Downey. Cornélio pediu ao sobrinho que lhe encaminhasse a Downey. Mas este só tratava da fase preliminar dos negócios da gravadora. Encaminhou Cornélio ao escritório do Dr. Alberto Jackson Byington Jr, o proprietário da empresa. Propôs a gravação de anedotas e de músicas caipiras. O empresário lhe disse que não interessava, pois não havia mercado para isso, alegando que gravarem discos de anedotas e violeiros seria mais uma piada de Cornélio.
Diante da insistência de Cornélio, que se dispôs a bancar as tais gravações, Byington Jr tentou opor dificuldades, dizendo que neste caso teria que comprar mil discos e queria dinheiro à vista, nada de cheque, e se o pagamento não fosse feito no mesmo dia, nada feito, mostrando que não queria mesmo fazer negócio.
Cornélio Pires fez com Byington o cálculo de quanto custaria os mil discos e saiu. Foi a procura de um amigo seu na Rua Quinze de Novembro (centro de São Paulo), um tal de Castro, e pediu-lhe o dinheiro emprestado. Retornou em seguida à sede da empresa e, entrando na sala de Byington Jr., jogou sobre a mesa deste, um grande pacote embrulhado em jornal. Byington espantado perguntou-lhe o que era aquilo, e Cornélio respondeu-lhe: "Uai, dinheiro"! Você não queria dinheiro?
Byington abriu o pacote e não disfarçou o seu assombro, dizendo que ali tinha muito dinheiro. Cornélio explicou que, ao invés de mil discos, queria cinco mil". Byington Jr tentou convencê-lo de que cinco mil era muita coisa, uma verdadeira loucura.
Naquele tempo não se faziam prensagens iniciais em tais quantidades nem para artistas famosos. Cornélio, porém, foi mais além do espanto em que deixou o dono da gravadora, dizendo que queria cinco mil de cada, porque já no primeiro suplemento queria cinco discos diferentes e portanto seriam 25 mil discos.
No primeiro suplemento saíram 6 discos diferentes. Em vez de 25 mil, foram lançados 30 mil discos, em maio de 1929. Em outubro de 1929, no segundo suplemento, Cornélio lançou 5 discos, com também cinco mil de cada, totalizando dessa forma 25 mil discos.
Fez o pagamento, pegou o recibo, e estabeleceram o seguinte contrato: os 30 mil discos, da primeira prensagem, teriam uma Série Especial sua, a "Série Cornélio Pires" partindo do número 20.000, com o selo vermelho, custariam 2 mil réis a mais do que os de Byington, e somente Cornélio poderia vendê-los. Acertadas as bases, Cornélio viajou a Piracicaba e de lá trouxe à Capital (com despesa paga) a sua "Turma Caipira", para participar das gravações, com três músicas.
A "Turma Caipira de Cornélio Pires" em sua primeira fase, era composta por Arlindo Santana, Sebastião Ortiz de Camargo (o Sebastiãozinho), Zico Dias, Ferrinho, Mariano da Silva, Caçula e Olegário José de Godoy (o Sorocabinha).
Os discos saíram em maio de 1929, com 9 números de humorismo, interpretados pelo próprio Cornélio Pires, e mais três danças paulistas, - um samba paulista, um desafio e intercalados uma cana-verde e um cururu (pela Turma Caipira Cornélio Pires). Já no segundo Suplemento, de 5 discos, foi que a dupla Mariano e Caçula, da Turma Caipira Cornélio Pires gravou e lançou em outubro de 1929 a primeira moda-de-viola gravada no Brasil: “Jorginho do Sertão”.
Cornélio e sua “Turma Caipira” viajaram por vários municípios do interior de São Paulo. Fizeram apresentações na Capital, sempre com muito sucesso e tinham de repetir as apresentações, a pedido do público. O fracasso em que o diretor da gravadora Colúmbia apostou não aconteceu. As pessoas faziam filas na gravadora, tentando adquirir os discos. Saíram reedições dos discos. Gravou 104 músicas em 52 discos de 78 rotações, de 1929 a 1930. Esses discos, além de músicas da Turma Caipira Cornélio Pires, traziam músicas com Raul Torres, com o pseudônimo de Bico Doce e de Paraguassu, com o pseudônimo de Maracajá, e também de outros artistas, que gravaram na “Série Cornélio Pires”.
Cornélio saía com dois carros, anunciando as apresentações e lançamentos do disco. Um dos carros ia apertadinho de discos e livros.
Cornélio Pires prosseguia publicando seus livros. Em 1932 saiu "Sambas e Cateretês" e "Tarrafadas"; em 1933, "Chorando e Rindo"; e, em 1934, "Só Rindo".
Ainda em 1934, lançou o seu filme "Vamos Passear", filme sonoro que focaliza cenas do folclore paulista. Para esse filme reorganizou a sua Turma Caipira Cornélio Pires em Piracicaba, participando os seguintes artistas: José Antônio de Godoy (Juca Sorocaba), José de Godoy (o Parentão), Joãozinho Vieira e Antônio Venâncio (cantadores de cururu), Mandy e seu filho Tato; Sorocabinha e seus filhos, Olegário de Godoy Filho (Sorocabiquinha), Avelina, Durvalina, Maria Imaculada. No mesmo ano, a Turma Caipira fez uma excursão à Alta Soracabana.
Em 1935 Cornélio publicou o livro "Tá no Bocó"; e em 1943 "Quem Conta um Conto... e Outros Contos". Torna-se espírita e publica "Coisas D’outro Mundo" e "Onde Estás, ó Morte?, em 1944, e em 1945 publica "Enciclopédia de Anedotas e Curiosidades".
Em 1946, Cornélio Pires faz propaganda da Companhia Antárctica Paulista, de produtos sem álcool. Reunia o povo em praça pública, contava piadas, anedotas e fazia propaganda do refrigerante guaraná, bebida sem álcool, pois desde que se tornara espírita, deixou de tomar bebida alcóolica.
O grande folclorista Alceu Maynard Araújo, em 1957 produziu um documentário sobre o Cornélio Pires, na série “Veja o Brasil", para a TV Tupi.
Cornélio era de formação cristã evangélica, isto é, protestante. Com o decorrer dos tempos, as muitas leituras, estudos e andanças, tornou-se um espírita convicto e praticante. As suas últimas obras escritas versam sobre espiritismo. O poeta, já doente, realizou uma reunião com pessoas de Tietê, na qual fez a doação de um imóvel destinada à Granja de Jesus, hoje Casa dos Meninos, na sua terra natal, demonstrando seu alto espírito humanitário e sua preocupação com os destinos dos pobres de sua terra.
Dono de um coração bondoso, destacou-se em trabalhos comunitários de ajuda aos menos favorecidos.
Contou sempre com um enorme círculo de amigos até seus últimos dias.
Faleceu em São Paulo em 17 de fevereiro de 1958, no Hospital das Clínicas, vítima de câncer na laringe, aos 74 anos de idade, e foi sepultado no cemitério de sua querida cidade, Tietê, de pijama e de meias, como era seu desejo.
No dia 15 de julho de 1958 foi inaugurada em Tietê, na Praça Elias Garcia a sua herma. Foi erigida com auxílio popular vindo de todos os pontos do Estado de São Paulo. Foi criado pelo Governo do Estado, o Museu Histórico, Pedagógico e Folclórico Cornélio Pires. No ano seguinte, foi instituída a Semana Cornélio Pires, por iniciativa do Centro de Estudos Pedagógicos José Veríssimo da Costa, do Instituto de Educação Plínio Rodrigues de Moraes, de quem era a cabeça pensante o ilustre historiador e professor Roberto Machado de Carvalho. A 1ª Semana Cornélio Pires deu-se em julho de 1959, por iniciativa do prefeito, Sr. Nelson Assumpção, e contou com várias pessoas, entre os quais, o professor Roberto Machado de Carvalho, o saudoso Joffre Martins Veiga, o Sr. Mário Pires, irmão de Cornélio; o Sr. Benedicto Pires de Almeida, representando a Prefeitura Municipal de Tietê. Estiveram na 1ª Semana os intelectuais João Chiarini, Mennoti Del Picchia, Corrêa Júnior, Rossini Tavares de Lima e Fernandes Soares, que proferiu a frase: “Cornélio Pires, o Bom”!

 

BIBLIOGRAFIA

 

A bibliografia de Cornélio Pires conta com vinte e quatro obras:

- Musa Caipira - 1910 - Livraria Magalhães
- Monturo (poemeto) - 1911 - Editores: Pocai-Weiss
- Versos - 1912 - Empresa Gráfica Moderna
- Tragédia Cabocla (novela) - 1914 - Empresa Gráfica Moderna
- Quem Conta um Conto... - 1916 - Seção de Obras de “O Estado de S. Paulo”
- Cenas e Paisagens da Minha Terra - 1921 - Monteiro Lobato & Cia. Editores
- Conversas ao Pé do Fogo - 1921 - Tipografia Piratininga
- As Estrambóticas Aventuras do Joaquim Bentinho (O Queima Campo) - 1924 – Imprensa Metodista
- Patacoadas - 1926 - Livraria Alves
- Seleta Caipira - 1926 – Irmãos Ferraz
- Mixórdia - 1927 - Companhia Editora Nacional
- Almanaque d'Sacy - 1927 - impresso na seleção de obras do “O Estado de São Paulo”
- Mixóridia (Mixórdia, Anedotas e Caipiradas) - 1927 - Companhia Editora Nacional
- Meu Samburá - 1928 - Companhia Editora Nacional
- Continuação das Estrambóticas Aventuras do Joaquim Bentinho (O Queima Campo) - 1929 – Companhia Editora Nacional
- Tarrafadas - 1932 – Companhia Editora Nacional
- Sambas e Cateretês - 1932 – Gráfica-Editora Unita Ltda
- Chorando e Rindo - 1933 – Companhia Editora Nacional
- Só Rindo - 1934 – Civilização Brasileira
- Tá no Bocó - 1935 – Companhia Editora Nacional
- Quem Conta um Conto... e Outros Contos - 1943 – Livraria Liberdade
- Coisas d'Outro Mundo - 1944 – Tipografia Paulista
- Onde Estás, o Morte? - 1944 – Edição do Autor
- Enciclopédia de Anedotas e Curiosidades - 1945 – Editora Cornélio Pires

 

DISCOGRAFIA

 

78 ROTAÇÕES

 

Série Caipira "Cornélio Pires"

Gravadora Colúmbia

 

MAIO DE 1929

20.000 - ANEDOTAS NORTE AMERICANAS e ENTRE ITALIANO E ALEMÃO - Anedotas - Cornélio Pires

20.001 - REBATIDAS DE CAIPIRAS e ASTÚCIA DE NEGRO VELHO - Anedotas - Cornélio Pires

20.002 - SIMPLICIDADE e NUMA ESCOLA SERTANEJA - Anedotas - Cornélio Pires

20.003 - COISAS DE CAIPIRA e BATISADO DO SAPINHO - Anedotas - Cornélio Pires

20.004 - DESAFIO ENTRE CAIPIRAS e VERDADEIRO SAMBA PAULISTA - Turma Caipira Cornélio Pires

20.005 - ANEDOTAS CARIOCAS - Cornélio Pires e DANÇAS REGIONAIS PAULISTAS - Cana-Verde-Cururu - Turma Caipira Cornélio Pires

OUTUBRO DE 1929

20.006 - COMO CANTAM ALGUMAS AVES - Imitações - Arlindo Sant'Anna, e JORGINHO DO SERTÃO - Moda de Viola - Mariano e Caçula (da Turma Caipira Cornélio Pires)

20.007 - A FALA DOS NOSSOS BICHOS - Imitações - Arlindo Sant'Anna, e MODA DO PEÃO - Moda de Viola - Cornélio Pires e Turma Caipira Cornélio Pires

20.008 - OS CARIOCAS E OS PORTUGUESES - Anedota - Cornélio Pires, e MECÊ DIZ QUE VAI CASÁ - Moda de Viola - (de Nitinho Pinto) - Com Zico Dias e Sorocabinha (da Turma Caipira Cornélio Pires)

20.009 - TRISTE ABANDONADO - Moda de Viola, com Zico Dias e Sorocabinha, e NO MERCADO DOS CAIPIRAS - Anedota - Cornélio Pires

20.010 - AGITAÇÃO POLÍTICA EM SÃO PAULO e CAVANDO VOTOS - Anedotas - Cornélio Pires

SEM DATA

20.011 - UM BAILE NA ROÇA e UMA LIÇÃO COMPLICADA - Cornélio Pires e Arruda

20.012 - AS TRÊS LÁGRIMAS (Declamação) - Campos Negreiros, e PUXANDO A BRASA - Anedota - Cornélio Pires e Arruda

20013 - A MODA DA REVOLUÇÃO - Moda de Viola - Cornélio Pires e Arlindo Sant'Anna, e VIDA APERTADA - Anedota - Cornélio Pires e Arruda

20.014 - CATERETÊ PAULISTA - Cornélio Pires e Arlindo Sant'Anna, e NITINHO SOARES - Moda de Viola - Cornélio Pires, Mariano e Caçula (Turma Caipira Cornélio Pires)

20.015 - O BONDE CAMARÃO - Moda de Viola, e SÔ CABOCRO BRASILÊRO - Moda de Viola - Cornélio Pires, e Mariano e Caçula (Turma Caipira Cornélio Pires)

ABRIL 1930

20.016 - NAQUELA TARDE SERENA - Contra-Dança Mineira - Cornélio Pires, com Antônio Godoy e sua Mulher, e TOADA DE CURURU - Contra-Dança Paulista - Cornélio Pires, com Mariano e Caçula (Turma Caipira Cornélio Pires)

20.017 - SABIÁ ME FAIZ CHORÁ - Contra-Dança Mineira - Cornélio Pires, com Antônio Godoy e sua Mulher, e A BRIGA DOS VÉIO - Moda de Viola - Cornélio Pires, com Mariano e Caçula (da Turma Caipira Cornélio Pires)

20.018 - TRISTE APARTAMENTO - Moda de Viola Mineira, e PORFIANDO - Desafio, com Antônio Godoy e sua Mulher

20.019 - BATE PALMA - Contra-Dança Mineira, e NAS ASAS DE UM BEJA-FLÔ - Moda de Viola - Cornélio Pires, com Antônio Godoy e sua Mulher

20.020 - TOADA DO CATERETÊ e TOADA DE SAMBA - Cornélio Pires, com Mariano e Caçula (da Turma Caipira Cornélio Pires)

20.021 - SITUAÇÃO ENCRENCADA - Moda de Viola, e ESCOIENO NOIVA - Moda de Viola, com Caipirada Barretense

JUNHO DE 1930

20.022 - BIGODE RASPADO - Moda de Viola, com Mariano e Caçula (da Turma Caipira Cornélio Pires), e ESTRAGUEI A SAPAIADA - Anedota - Cornélio Pires

20.023 - A MINHA GARCINHA BRANCA - Toada - Com Antônio Godoy e sua Mulher, e TOADA DE CANA-VERDE - Com Mariano e Caçula (da Turma Caipira Cornélio Pires)

20.024 - RECORTADO - Caipirada Barretense, e A FESTA DO GENARO - Cornélio Pires

20.025 - UMA SESSÃO SOLENE e NAS TOURADAS - Anedotas - Cornélio Pires

JULHO DE 1930

20.026 - O ZEPELIM - Moda de Viola, e O SUBMARINO - Moda de Viola - Cornélio Pires, com João Negrão

20.027 - CABOCLA MALVADA (Declamação) - Campos Negreiros, e A PLATAFORMA DO PREFEITO - Anedota - Com Arruda

20.028 - MODA DO RIO TIETÊ- Moda de Viola - Cornélio Pires, com João Negrão, e CORAÇÃO MAGUADO - Moda de Viola - Com Antônio Godoy e sua Mulher

20.029 - CAMPO FORMOZO - Moda de Viola - Cornélio Pires, com Antônio Godoy e sua Mulher, e MODA DA MARIQUINHA - Moda de Viola - Cornélio Pires, com João Negrão

20.030 - O LEILÃO DAS MOÇAS - Moda de Viola, e JARDIM FLORIDO - Moda de Viola - Cornélio Pires, com João Negrão

AGOSTO DE 1930

20.031 - A INCRUZIADA - Canção (de Angelino de Oliveira) - Com Maracajá e Os Bandeirantes, e BOIADA CUIABANA - Com José de Messias e Os Parceiros

20.032 - AGÚENTA MANECO - Com Maracajá e Os Bandeirantes, e FOLIA DE REIS - Com Foliões do Zé Messias

20.033 - CANTANDO O ABOIO (de Cornélio Pires e Angelino de Oliveira) - Com Maracajá e Os Bandeirantes, e TOADA DE MUTIRÃO - Com Zé Messias e Os Parceiros

20.034 - O CABOCLO APANHA e PASSA MORENA - Contra-Dança - Com Zé Messias e Os Parceiros

SETEMBRO DE 1930

20.035 - O JOGO DO BICHO - Moda de Viola, e ARMINDA - Com Mariano e Caçula

20.036 - O SALIM FOI NO EMBRULHO - Anedota - Com Luizinho, e FUTEBOL DA BICHARADA - Moda de Viola - Com Mariano e Caçula

20.037 - MULHER TEIMOSA - Com Arruda, e NOITES DE MINHA TERRA - Valsa - Com José Eugênio Campanha e Seu Quinteto

20.038 - CAIPIRA VELHACO - Anedota - Com Arruda, e O SONHO DE MARIA - Valsa - José Eugênio e Seu Quinteto

20.039 - O MEU BURRO SAUDOSO - Moda de Viola, e SERÁ OS IMPOSSÍVE - Com Mariano e Caçula (da Turma Caipira Cornélio Pires)

OUTUBRO DE 1930

20.040 - SERENATA - Choro - Com Canário e Seu Grupo, e QUANDO AS MISSES DESFILAVAM - Anedotas - Com Luizinho

20.041 - BEATRIZ - Valsa - Com Canário e Seu Grupo, e O SALIM TOREADOR - Anedota - Com Luizinho

 

SEM DATA

20.042 - GALO SEM CRISTA - Batuquinho do Norte - Com Bico Doce e Sua Gente do Norte, e COMPARAÇÕES - Anedota - Cornélio Pires

20.043 - QUANDO O ZIDORO VORTÔ e OS DESCONTENTES - Anedotas - Cornélio Pires

20.044 - GAVIÃO DE PENACHO - Embolada, e QUE MOÇA BONITA - Variação de Samba - Com Bico Doce e Sua Gente do Norte

20.045 - RECULUTANDO - Samba do Norte - Com Bico Doce e Sua Gente do Norte, e BOM REMÉDIO - Anedota - Cornélio Pires

20.046 - O MEU VIVA EU QUERO DÁ - Moda de Viola, e SE OS REVORTOSOS PERDESSE - Moda de Viola - Com Mariano e Caçula

20.047 - LEGIONÁRIOS, ALERTA! - Marcha - Com José Eugênio e Seu Grupo, e QUI-PRO-QUÓ - Anedota - Cornélio Pires

20.048 - (NÃO LOCALIZADO)

20.049 - TRISTE ABANDONADO - Moda de Viola, e MECÊ DIZ QUE VAI CASÁ - Moda de Viola - Com Zico Dias e Sorocabinha (da Turma Caipira Cornélio Pires)

20.050 - MODA DA REVOLUÇÃO - Moda de Viola, e BIGODE RASPADO - Moda de Viola - Cornélio Pires, e Mariano e Caçula

20.051 - (NÃO LOCALIZADO)

20.052 - VOU ME CASÁ COM CINCO MUIÉ - Moda de Viola, e VANCÊ É UM PANCADÃO - Moda de Viola - Com a Turma Caipira Cornélio Pires

 

LPs e CDs

 

CORNÉLIO PIRES - O BANDEIRANTE DO FOLCLORE PAULISTA - DISCOLAR
 

 

SOM DA TERRA - 1994 - WARNER MUSIC - LP= 995048-1
01) Astúcia de Negro Velho - Cornélio Pires
02) Rebatidas de Caipira -
Cornélio Pires
03) Agitação Política em São Paulo -
Cornélio Pires
04) Cavando Votos -
Cornélio Pires
05) A Festa de Gennaro -
Cornélio Pires
06) Recortado -
Cornélio Pires
07) Numa Escola Sertaneja -
Cornélio Pires
08) Simplicidade de Caipira -
Cornélio Pires
09) Anedotas Norte Americanas -
Cornélio Pires
10) Puxando a Brasa -
Cornélio Pires
11) Entre Italiano e Alemão -
Cornélio Pires
12) No Mercado dos Caipiras -
Cornélio Pires

A HISTÓRIA DA TURMA CAIPIRA DE CORNÉLIO PIRES - 2013 - MCK

Volume 01:
01) Anedotas Norte Americanas -
Cornélio Pires
02) Entre Italiano e Alemão - Cornélio Pires
03) Rebatidas de Caipira - Cornélio Pires
04) Astúcia de Negro Velho - Cornélio Pires
05) Simplicidade de Caipira - Cornélio Pires
06) Numa Escola Sertaneja - Cornélio Pires
07) Coisas de Caipira - Cornélio Pires
08) Batizado do Sapinho - Cornélio Pires
09) Desafio Entre Caipiras - com Turma Caipira e Cornélio Pires
10) Verdadeiro Samba Paulista - com Turma Caipira e Cornélio Pires
11) Anedotas Cariocas - Cornélio Pires
12) Danças Regionais Paulistas - Turma Caipira e Cornélio Pires
13) Como Cantam Algumas Aves - Arlindo Sant'Anna
14) Jorginho do Sertão - Cornélio Pires - com Mariano e Caçula
15) A Fala dos Nossos Bichos - Arlindo Sant'Anna
16) Moda do Peão - Cornélio Pires - com Cornélio Pires e Turma Caipira Cornélio Pires
17) Os Cariocas e os Portugueses - Cornélio Pires
18) Mecê Diz que Vai Casá - Nitinho Pinto - com Zico Dias e Sorocabinha
19) Triste Abandonado - com Zico Dias e Sorocabinha
20) No Mercado dos Caipiras - Cornélio Pires
21) Agitação Política em São Paulo - Cornélio Pires
22) Cavando Votos - Cornélio Pires
23) Um Baile na Roça - com Cornélio Pires e Arruda
24) Uma Lição Complicada - com Cornélio Pires e Arruda
25) Puxando a Brasa - Cornélio Pires e Arruda
26) As Três Lágrimas - Campos Negreiros
Volume 02:
01) Moda da Revolução -
Cornélio Pires e Arlindo Sant'Anna
02) Vida Apertada - Cornélio Pires e Arruda
03) Cateretê Paulista - Cornélio Pires e Arlindo Sant'Anna
04) Nitinho Soares - Cornélio Pires, Mariano e Caçula
05) O Bonde Camarão - Cornélio Pires - com Cornélio Pires, e Mariano e Caçula
06) Só Caboclo Brasileiro - Cornélio Pires, e Mariano e Caçula
07) Naquela Tarde Serena - Cornélio Pires - com Antônio Godoy e sua Mulher
08) Toada de Cururu - Cornélio Pires - com Mariano e Caçula
09) Sabiá Me Faiz Chorá - Cornélio Pires - com Antônio Godoy e sua Mulher
10) A Briga dos Véio - Cornélio Pires - com Mariano e Caçula
11) Triste Apartamento - com Antônio Godoy e sua Mulher
12) Porfiando - com Antônio Godoy e sua Mulher
13) Bate Palma - Cornélio Pires - com Antônio Godoy e sua Mulher
14) Nas Asas de um Beija-Flô - Cornélio Pires - com Antônio Godoy e sua Mulher
15) Toada de Cateretê - Cornélio Pires - com Mariano e Caçula
16) Toada de Samba - Cornélio Pires - com Mariano e Caçula
17) Situação Encrencada - com Caipirada Barretense
18) Escoieno Noiva - com Caipirada Barretense
19) Bigode Raspado - Cornélio Pires - com Mariano e Caçula
20) Estraguei a Sapaiada - Cornélio Pires
21) A Minha Garcinha Branca - com Antônio Godoy e sua Mulher
22) Toada de Cana Verde - com Mariano e Caçula
23) Recortado - com Caipirada Barretense
24) A Festa do Genaro - Cornélio Pires
25) Uma Sessão Solene - Cornélio Pires
26) Nas Touradas - Cornélio Pires
Volume 03:
01) O Zepelim -
Cornélio Pires - com João Negrão
02) O Submarino - Cornélio Pires - com João Negrão
03) Cabocla Malvada - Campos Negreiros
04) A Plataforma do Prefeito - com Arruda
05) Coração Maguado - com Antônio Godoy e sua Mulher
06) Moda do Rio Tietê - Cornélio Pires - com João Negrão
07) Campo Formozo - Cornélio Pires - com Antônio Godoy e sua Mulher
08) Moda da Mariquinha - Cornélio Pires - com João Negrão
09) O Leilão das Moças - Cornélio Pires - com João Negrão
10) Jardim Florido - Cornélio Pires - com João Negrão
11) A Incruziada - Angelino de Oliveira - com Maracajá e Os Bandeirantes
12) Boiada Cuiabana - com José de Messias e Os Parceiros
13) Aguenta Maneco - com Maracajá e Os Bandeirantes
14) Folia de Reis - com Foliões do Zé Messias
15) Cantando o Aboio - Cornélio Pires e Angelino de Oliveira - com Maracajá e Os Bandeirantes
16) Toada de Mutirão - com Zé Messias e Os Parceiros
17) O Caboclo Apanha - com Zé Messias e Os Parceiros
18) Passa Morena - com Zé Messias e Os Parceiros
19) O Jogo do Bicho - com Mariano e Caçula
20) Arminda - com Mariano e Caçula
21) O Salim Foi no Embrulho - com Luizinho
22) Futebol da Bicharada - com Mariano e Caçula
23) Mulher Teimosa - com Arruda
24) Noites de Minha Terra - com José Eugênio Campanha e Seu Quinteto
Volume 04:
01) Caipira Velhaco -
com Arruda
02) O Sonho de Maria - com José Eugênio e Seu Quinteto
03) O Meu Burro Saudoso - com Mariano e Caçula
04) Será os Impossíve! - com Mariano e Caçula
05) Serenata - com Canário e Seu Grupo
06) Quando as Misses Desfilavam - com Luizinho
07) Beatriz - com Canário e Seu Grupo
08) O Salim Toreador - com Luizinho
09) Galo Sem Crista - com Bico Doce e Sua Gente do Norte
10) Comparações - Cornélio Pires
11) Quando o Zidoro Vortô - Cornélio Pires
12) Os Descontentes - Cornélio Pires
13) Gavião Penacho - com Bico Doce e Sua Gente do Norte
14) Que Moça Bonita - com Bico Doce e Sua Gente do Norte
15) Reculutamento - com Bico Doce e Sua Gente do Norte
16) Bom Remédio - Cornélio Pires
17) O Meu Viva Eu Quero Dá - com Mariano e Caçula
18) So os Revortoso Perdesse - com Mariano e Caçula
19) Legendários, Alerta! - com José Eugênio e Seu Grupo
20) Qui-Pro-Quo - Cornélio Pires
21) Vou Me Casá com Cinco Muié - com Turma Caipira Cornélio Pires

 

DVDs

 

OS FILMES PERDIDOS DE CORNÉLIO PIRES - 2014 - INSTITUTO CORNÉLIO PIRES

 

FILMOGRAFIA

 

Em 1922, um ano após publicar "Conversas ao Pé do Fogo", Cornélio esteve no Rio de Janeiro, onde se exibiu em algumas casas de diversões. E, ao apresentar-se num espetáculo beneficente na Associação Brasileira de Imprensa, logo após o encerramento, recebeu os cumprimentos do Maestro Eduardo Souto, santista de nascimento mas que fez carreira no Rio de Janeiro, tornando-se um dos maiores compositores populares de seu tempo, o qual convidou Cornélio para que formassem um grupo regional. Cornélio topou, e o grupo estreou no dia da inauguração do Palácio das Festas, nas festividades comemorativas ao Primeiro Centenário da Independência.
Encantado com o resultado das cenas que haviam filmadas, e terminados seus compromissos com o maestro Eduardo Souto, Cornélio retornou a São Paulo, onde uniu-se ao cineasta Flamínio de Campos Gatti, e já em 1923, juntos partiram para as filmagens ao Nordeste do Brasil.
Cornélio produziu então, dois filmes, ou melhor, dois documentários, "BRASIL PITORESCO" (1923) e "VAMOS PASSEAR" (1934). O documentário "Vamos Passear" foi o lº filme sonoro feito de maneira independente no Brasil.

Filmes feitos por Cornélio Pires:

"Brasil Pitoresco" - 1923
Documentário em colaboração com o cineasta Flamínio de Campos Gatti. Aspéctos de cidades brasileiras. Joffre dá a data de 1923 e Maynard a de 1922. Foi realmente feito em 1923. Em sua carta a B. J. Duarte, Joffre diz que a película foi rodada em janeiro de 1923, por Flamínio Campos Gatti e pelo próprio Cornélio Pires, focalizando aspéctos de Santos, Rio, Bahia e outros estados do Norte e Nordeste. A seu pedido, foi o filme exibido em Tietê, em julho de 1959, com geral agrado. Informa, finalmente, que a fita estava (em 1960, data da carta de Duarte) em poder da família de Cornélio Pires. Já naquela época o grande idealista e corneliano alertava que o "filme necessitava de alguns retoques, prejudicado pela ação do tempo".

"Vamos Passear" - 1934
Filme sonoro, produzido basicamente em duas partes, na primeira, com uma visão naturalista e à frente do seu tempo, Cornélio apresenta a caça e o desmatamento já abusivo nas margens do Rio Tietê da época, em forma de protesto e até mesmo denúncia, pois recrimina algumas posturas herdadas do caipira da época como queimadas. Detalhe para as imitações de aves de Arlindo Santana. Na segunda parte da película, o próprio Cornélio Pires, depois de uma série de imagens do Rio Tietê com a cidade de Bom Jesus do Pirapora ao fundo, apresenta os caipiras da sua famosa Turma cantando o verdadeiro samba paulista e a “Moda do Selo”, interpretada por Mandy e Sorocabinha.

Filmes Baseados nas obras de Cornélio Pires:

"Curandeiro" - 1918
Roteiro extraído do conto Passe os Vinte (de Quem Conta um Conto...), filme rodado por Antônio Campos, com Sebastião Arruda como intérprete. Foi visto por Zico Pires em Tietê, no antigo Teatro Carlos Gomes.

"Sertão em Festa" - 1970
Produzido pela Servicine, baseado na novela Sacrificados (Meu Samburá) e dirigido por Osvaldo de Oliveira. Os principais artistas foram Marlene Costa, Nhá Barbina, Francisco Di Franco, Tião Carreiro e Pardinho, Egidio Eccio e outros. O filme teve grande êxito. Nele tomaram parte catireiros, violeiros, etc. A pré-estréia foi em Tietê, em benefício da Granja de Jesus.

"A Marvada Carne" - 1985
Pelo Cineasta André Klotzel, tendo ele se baseado mais principalmente na obra "As Estrambóticas Aventuras do Joaquim Bentinho, o Queima Campo" (1924), obra essa, à qual Cornélio Pires deu continuidade, concluindo e publicando em 1925.

 

MÚSICAS

 

TURMA CAIPIRA CORNÉLIO PIRES

 

VÍDEOS

 

Reportagem sobre Cornélio Pires produzida pela TV Globo

 

FOTOS

 

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