Pedro Lopes de Oliveira, nasceu em 26 de abril de 1904, na cidade de Rio Bonito, no estado do Rio de Janeiro. Filho de Maximiliano Lopes de Oliveira e Maria A. de Oliveira.
Migrou para o interior de São Paulo, mais precisamente na cidade de Itaju, onde mais tarde tornou-se o terceiro prefeito da referida cidade aos cinquenta e oito anos em 01 de janeiro de 1962.
Casou-se com Dona Francisca Maria Vasconcelos de Oliveira com quem teve um filho, João Lopes.
Como gestor municipal fez muito pelo município.
Com recursos próprios comprou motoniveladora, a área de manancial do Sr. Dedé e doou ao município, construiu um posto de saúde em seu terreno na Rua José de Souza Freitas.
Há relatos que teria vendido imóveis para pagar contas públicas.
Membro ativo da Paróquia de São Sebastião, coordenou a construção da Praça Dr. Norberto Orefice e o Jardim da gruta ao lado da igreja.
Em seu mandato teve sua vida pessoal envolvida em um caso polêmico.
O então católico praticante se converte à Igreja Batista e quebra suas imagens de santo. O fato se tornou público causando uma revolta nos católicos da cidade e com isso decaindo a sua popularidade.
Apesar de analfabeto, foi um grande compositor que se reunia com amigos famosos em seu sítio, tais como Ado Benatti, Cascatinha, Sulino e Marrueiro, Zé Carreiro e Carreirinho, onde juntos compunham várias modas de viola. Poucas foram registradas em seu nome e outras ele simplesmente deu para seus amigos entre elas estão "Morena dos Olhos Pretos", "Boi Soberano", "Mãe do Batistinha", "Fandango Mineiro" e "Bom Jesus do Iguape". Quando se converteu parou de compor.
Foi um grande benfeitor da cidade.
Apesar de tudo o que fez não conseguiu se reeleger e foi morar em Ibitinga no segundo andar da Igreja Batista e lá permaneceu por muitos anos, depois de um tempo foi passear em Miguelópolis, divisa com Minas Gerais, onde estavam seus familiares e lá ele adoeceu e foi internado em Ribeirão Preto, e após acabarem com todos os seus recursos, só ligaram para o Sr. João Lopes, seu único filho que foi buscá-lo, e o trouxe a Itaju, onde foi carinhosamente e com muita dedicação cuidado por seu filho e sua nora por vários anos. Já esclerosado e acamado, faleceu aos 79 anos de câncer no estômago em 11 de novembro de 1983, esquecido e abandonado por todos que tanto ajudou.
Mas que em 20 de janeiro de 1988 por intermédio da então prefeita Fátima T. Camargo Guimarães, que fez a solicitação junto ao governo estadual foi homenageado.
Seu nome foi dado a terminal rodoviário de Itaju, que se denomina Terminal Rodoviário Pedro Lopes de Oliveira.
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